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Abrasel e Senac oferecem treinamento

O Chef Eugênio Cantídio (à frente) entrou no mercado de gastromonia aos 38 anos e hoje atua em diversas atividades. Foto: Ana Amaral/DN/D.A. Press

Entrevista concedida pelo membro do Conselho de Administração da Abrasel, Celso Cruz, ao Diário de Natal e publicada na edição de domingo, 21 de março de 2010. "Entidades miram na procura de restaurantes, bistrôs e outras empresas da área por profissionais capacitados".

Membro do Conselho de Administração da Abrasel, Celso Cruz reforça a teoria de Célio Vieira. A entidade já tem um projeto de qualificação no Rio Grande do Norte, chamado Qualidade na Mesa, que capacita os funcionários dos bares e restaurantes associados. Agora, com a Copa do Mundo de 2014, essa qualificação será reforçada. "Estamos lançando um projeto com vídeo-aulas, para treinar também os colaboradores dos empresários que não são associados", diz. A ideia é começar as novas capacitações em junho e não há limite para o número de pessoas que poderão participar.
A principal dificuldade enfrentada hoje pelos estabelecimentos é com a manipulação de alimentos e atendimento, diz Cruz. A maior demanda é por garçons e auxiliares de cozinha. Segundo dados da Abrasel, cerca de seis milhões de pessoas trabalham em bares e restaurantes no Brasil. "Nosso ramo emprega muito mais do que a construção civil e é o que mais qualifica e propicia ascensão profissional dentro da empresa", diz.

Além doscursos que serão oferecidos pela Abrasel, os interessados também podem procurar o Senac. Lá há cursos de cozinheiro, garçom, camareira, recepcionista, introdução à enologia, entre outros. O mais conhecido é o de cozinheiro, que tem duração de 800 horas e requer um investimento total de R$ 3.760. Segundo a gerente do Hotel Escola Senac Barreira Roxa, Mônica Costa, o curso é dividido em três fases: na primeira, são aulas de português, matemática, francês e noções de manipulação de alimentos e primeiros-socorros. Na segunda etapa entram história da gastronomia, tipos de cortes e métodos, etc. Na terceira fase é a parte prática, em que os alunos podem atender os frequentadores do restaurante do hotel. "A aceitação desses alunos é muito boa no mercado. Já mandamos cozinheiros para Alemanha, Portugal, Itália, Fernando de Noronha e aproveitamos 100% dos alunos capacitados na nossa estrutura", afirma.

Ainda de acordo com Mônica, a demanda de oportunidades ainda é maior do que o número de profissionais capacitados pelo Senac. Hoje cerca de 200 alunos são formados no curso de cozinheiro por ano, só para citar um exemplo.

http://www.diariodenatal.com.br/2010/03/21/economia2_0.php

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